Uma empresa vence definitivamente uma discussão tributária e passa a ter um crédito contra a União. A expectativa natural é usar todo o valor para quitar tributos futuros assim que a Receita Federal habilitar o crédito.
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Uma empresa vence definitivamente uma discussão tributária e passa a ter um crédito contra a União. A expectativa natural é usar todo o valor para quitar tributos futuros assim que a Receita Federal habilitar o crédito. Para créditos judiciais de grande valor, porém, existe uma limitação mensal: a compensação precisa ser distribuída por um número mínimo de meses, conforme a faixa do crédito. Em setembro de 2026, o Supremo Tribunal Federal confirmou a validade dessa sistemática ao julgar as Ações Diretas de Inconstitucionalidade 7.587 e 7.609.
A notícia é relevante não apenas para o departamento jurídico. O teto altera projeções de caixa, orçamento tributário, contabilização e rotinas do PER/DCOMP Web, além de exigir que o ERP impeça o consumo do crédito acima do permitido em cada competência. Neste artigo, veremos o que foi efetivamente decidido, quais créditos entram na limitação, como funciona o cálculo mensal e quais controles reduzem o risco de transmitir uma declaração de compensação incompatível com a regra.
A Reforma Tributária (Emenda Constitucional 132/2023) promete entregar ao Brasil o que há de mais moderno em tributação sobre o consumo: o IVA Dual (IBS e CBS). A promessa é sedutora — simplificação, transparência e o fim da cumulatividade.
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A Reforma Tributária (Emenda Constitucional 132/2023) promete entregar ao Brasil o que há de mais moderno em tributação sobre o consumo: o IVA Dual (IBS e CBS). A promessa é sedutora — simplificação, transparência e o fim da cumulatividade. No entanto, para as empresas que operam em cadeias produtivas complexas, o cenário imediato é de incerteza.
O risco de "negociar às cegas" nunca foi tão real. Enquanto migramos de um sistema baseado em benefícios e tributos ocultos para um modelo de não-cumulatividade plena, entender o que acontece "debaixo do capô" dos preços dos fornecedores é a diferença entre a margem de lucro e o prejuízo operacional.
A relação entre o fisco e o contribuinte no Brasil sempre foi marcada por complexidade e, muitas vezes, por um desequilíbrio de forças. A chegada da Lei Complementar nº 225/2026 visa alterar esse cenário, estabelecendo normas gerais que garantem direitos, deveres e procedimentos mais transparentes em todo o território nacional.
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A relação entre o fisco e o contribuinte no Brasil sempre foi marcada por complexidade e, muitas vezes, por um desequilíbrio de forças. A chegada da Lei Complementar nº 225/2026 visa alterar esse cenário, estabelecendo normas gerais que garantem direitos, deveres e procedimentos mais transparentes em todo o território nacional.
Vamos nesse artigo discutir os principais pontos desta lei e entender melhor os seus impactos no dia-a-dia.