A versão 2.10 marcou uma mudança importante no RadIA. Foi nela que o projeto ganhou uma camada semântica estrutural própria para Object Pascal, aproximando o agente do código real, dos símbolos, dos tipos, da herança e das interfaces presentes em um projeto Delphi.
Depois dessa fundação, surgiu uma pergunta inevitável: como entregar toda essa capacidade sem exigir que o usuário compreenda a arquitetura interna do produto antes de conseguir utilizá-lo?
O desafio não era remover recursos. Também não era transformar o RadIA em um assistente limitado, capaz apenas de gerar pequenos trechos de código. A proposta sempre foi mais ampla: integrar chat, agente, editor, compilação, testes, debugger, Form Designer, terminal, conhecimento local, MCP, extensões e automações dentro do Delphi.
O verdadeiro desafio era reduzir a carga cognitiva sem reduzir o produto.
Esse foi o eixo principal do trabalho realizado entre as versões 2.10 e 2.12.3. Nesse período, o RadIA ganhou uma jornada inicial mais direta, passou a explicar melhor o que está fazendo, deixou escolhas importantes visíveis, organizou sua presença dentro da IDE e recebeu novos testes de integração para situações que só aparecem quando o software encontra a vida real: uma IDE sem projeto aberto, uma janela acoplada, uma troca rápida entre projetos ou um módulo recriado internamente pela Open Tools API.
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