Tecnologia além do código.
Régys Borges da Silveira
Para compreender e aplicar
Composição ilustrativa: livro SDD em Delphi, de Régys Borges da Silveira, em destaque sobre uma mesa de trabalho.

SDD em Delphi: quando a especificação orienta o código e a IA

Em muitos projetos, uma demanda chega com aparência de instrução suficiente: “incluir um campo”, “validar o cadastro”, “expor uma API” ou “automatizar uma rotina”. A implementação pode começar em minutos, especialmente quando há uma ferramenta de IA pronta para sugerir classes, métodos, SQL e testes.

13 out 2026
Composição ilustrativa: livro Delphi Vivo, de Régys Borges da Silveira, em destaque sobre uma mesa de trabalho.

Delphi Vivo: como modernizar sistemas sem reescrever tudo

Um sistema Delphi em produção raramente é apenas um conjunto de arquivos-fonte. Ele costuma concentrar regras de negócio acumuladas, integrações pouco documentadas, decisões tomadas sob restrições que já não existem e rotinas que funcionam porque foram ajustadas ao longo de muitos anos.

29 set 2026

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260 artigos
Ilustração conceitual sobre NFS-e Via e NT006: documentos fiscais para exploração de rodovias

NFS-e Via: o que a NT 006 estabelece e como preparar sistemas Delphi e rotinas contábeis

A NFS-e Via criou um padrão nacional específico para o registro de prestações de serviços de exploração de via. Para quem desenvolve sistemas em Delphi, integra ERPs ou conduz a escrituração e a conferência fiscal de concessionárias, a novidade não se resume a mais um arquivo XML: ela conecta cadastros operacionais, identificação de passagens, valores cobrados, tributação e…

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A NFS-e Via criou um padrão nacional específico para o registro de prestações de serviços de exploração de via. Para quem desenvolve sistemas em Delphi, integra ERPs ou conduz a escrituração e a conferência fiscal de concessionárias, a novidade não se resume a mais um arquivo XML: ela conecta cadastros operacionais, identificação de passagens, valores cobrados, tributação e eventos documentais em um mesmo fluxo.

A base técnica inicial desse modelo está na Nota Técnica SE/CGNFS-e nº 006, versão 1.00, de 22 de janeiro de 2026. Ela apresenta o primeiro leiaute da NFS-e Via, disciplinando emissão em XML, transmissão ao Ambiente Nacional e validação síncrona. Mas há um ponto essencial para qualquer projeto: essa nota não deve ser lida isoladamente como fotografia definitiva do leiaute atual. A documentação oficial posterior registra ajustes pela NT 010 e lista uma versão mais recente do anexo de leiautes.

Este artigo percorre o contexto normativo, a estrutura funcional do documento, os reflexos técnicos e contábeis, as atualizações confirmadas e um roteiro concreto de adequação. A proposta é distinguir o que os documentos efetivamente estabelecem daquilo que é uma decisão de implementação ou uma inferência operacional prudente.

· Régys Borges da Silveira
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Ilustração conceitual de volumes compondo uma base, representando a formação da base tributável.

ICMS em 2027: IBS e CBS na base de cálculo e a posição de cada UF

Uma orientação sobre o cálculo do ICMS pode exigir mudanças na formação de preços, no faturamento e nos sistemas de gestão. Quando essa orientação envolve tributos novos, o risco não está apenas em errar uma conta: está em usar uma alíquota estimada como oficial, aplicar a fórmula sobre um preço que já contém imposto ou transformar o silêncio…

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Uma orientação sobre o cálculo do ICMS pode exigir mudanças na formação de preços, no faturamento e nos sistemas de gestão. Quando essa orientação envolve tributos novos, o risco não está apenas em errar uma conta: está em usar uma alíquota estimada como oficial, aplicar a fórmula sobre um preço que já contém imposto ou transformar o silêncio de uma Secretaria da Fazenda em autorização para excluir valores.

A discussão para 2027 é a inclusão do Imposto sobre Bens e Serviços, o IBS, e da Contribuição sobre Bens e Serviços, a CBS, na base do ICMS. Não se trata de uma nova alíquota nacional desse imposto. Há manifestações estaduais favoráveis à inclusão, mas documentos diferentes não têm necessariamente o mesmo alcance jurídico.

Este artigo explica os conceitos antes do cálculo, apresenta os percentuais oficialmente documentados e organiza as evidências por UF. O corte das informações é 7 de outubro de 2026. Para o panorama mais amplo de emissão e obrigações, consulte também o guia da reforma tributária em 2027.

· Régys Borges da Silveira
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Ilustração editorial de pessoa física com registros relacionados e controles verificáveis.

Pessoa física com CNPJ na reforma: quem realmente precisa se cadastrar

A notícia de que pessoas físicas poderão precisar de CNPJ em 2027 costuma chegar sem a parte mais importante: quais pessoas e em quais condições. O resultado é uma conclusão exagerada, como se receber aluguel, vender um bem ou prestar qualquer serviço transformasse automaticamente todo cidadão em empresa.

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A notícia de que pessoas físicas poderão precisar de CNPJ em 2027 costuma chegar sem a parte mais importante: quais pessoas e em quais condições. O resultado é uma conclusão exagerada, como se receber aluguel, vender um bem ou prestar qualquer serviço transformasse automaticamente todo cidadão em empresa.

A reforma trata de condição de contribuinte e de identificação fiscal. Essas questões precisam ser examinadas antes de escolher um documento ou providenciar um cadastro. O Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) é um identificador cadastral; a obrigação de utilizá-lo em uma hipótese tributária não deve ser confundida, por si só, com constituição de sociedade.

Este artigo explica como analisar o alcance da regra, com atenção a atividades econômicas, imóveis e produtores rurais. As fontes foram consultadas em 5 de outubro de 2026. O guia das obrigações de 2027 apresenta o calendário geral; aqui, a proposta é organizar a decisão individual, sem transformar uma manchete em orientação universal.

· Régys Borges da Silveira
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Ilustração editorial de pagamento com registros relacionados e controles verificáveis.

Split payment na prática: o que muda entre emitir, receber e recolher

Uma nota pode estar autorizada, a venda pode aparecer no contas a receber e o imposto ainda exigir conferência. Esses acontecimentos não são sinônimos.

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Uma nota pode estar autorizada, a venda pode aparecer no contas a receber e o imposto ainda exigir conferência. Esses acontecimentos não são sinônimos. A reforma tributária aproxima documentos e pagamentos, mas continua sendo necessário identificar quando a operação ocorreu, quando o dinheiro foi liquidado e como o débito tributário foi extinto.

O recolhimento na liquidação financeira, conhecido como split payment, é uma das peças desse processo. Ele prevê a separação de valores tributários no fluxo do pagamento. Para quem administra uma empresa ou desenvolve seu sistema de gestão, a pergunta útil não é apenas “qual percentual será retido?”, mas “como explicar o caminho de cada valor?”.

Este artigo considera as fontes consultadas em 5 de outubro de 2026. Explica o conceito, suas implicações e uma proposta de conciliação, sem afirmar implantação universal em uma data não confirmada. O guia da reforma em 2027 contextualiza a transição; o artigo sobre recolhimento pelo adquirente explica um mecanismo diferente.

· Régys Borges da Silveira
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Ilustração editorial de devolução com registros relacionados e controles verificáveis.

Vendi em 2026 e recebi uma devolução em 2027: como tratar a transição tributária

Uma venda de dezembro pode voltar ao depósito em janeiro. Para o cliente, a devolução parece uma reversão simples.

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Uma venda de dezembro pode voltar ao depósito em janeiro. Para o cliente, a devolução parece uma reversão simples. Para a empresa, ela atravessa uma mudança de tributos: a operação original pertence a um período e o retorno da mercadoria acontece em outro. Se o sistema recalcular tudo usando apenas as regras da data atual, pode perder justamente a informação necessária para tratar a transição.

A Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) não deve ser usada como uma borracha que apaga o histórico de PIS/Pasep e Cofins. Existe regra específica para bens devolvidos a partir de 2027 relativos a vendas anteriores. O objetivo deste artigo é explicar essa regra e propor um procedimento de conferência, sem transformar um exemplo em receita universal de emissão.

A pesquisa foi encerrada em 5 de outubro de 2026. O guia das obrigações de 2027 apresenta o panorama; aqui, o foco é a ligação entre venda, mercadoria devolvida, documento e crédito. Leia também o procedimento técnico de referência por item na devolução com ACBr, que trata de outra parte do problema.

· Régys Borges da Silveira
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Ilustração editorial de estoque com registros relacionados e controles verificáveis.

Estoque na virada de 2027: como preparar o inventário para os créditos da CBS

Uma empresa pode chegar a janeiro de 2027 com o emissor fiscal atualizado e, ainda assim, perder a oportunidade de demonstrar corretamente um crédito ligado ao estoque. O problema não está apenas no cálculo.

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Uma empresa pode chegar a janeiro de 2027 com o emissor fiscal atualizado e, ainda assim, perder a oportunidade de demonstrar corretamente um crédito ligado ao estoque. O problema não está apenas no cálculo. Está na falta de ligação entre a mercadoria que permanece no depósito, sua aquisição, o tratamento tributário anterior e a regra que permite o aproveitamento.

A Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) substitui as contribuições PIS/Pasep e Cofins na transição federal. Essa mudança não transforma automaticamente todo produto armazenado em crédito. O estoque precisa ser examinado por natureza, origem e situação tributária. Este artigo explica a regra legal e propõe uma preparação conjunta entre contador, empresa e desenvolvedor do sistema de gestão empresarial, chamado ERP.

A análise considera as fontes consultadas em 5 de outubro de 2026. Para o panorama dos documentos e obrigações, consulte o guia da reforma tributária em 2027. Aqui, o foco é o inventário: como produzir evidência antes de aplicar um percentual.

· Régys Borges da Silveira
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