Um ERP concentra informações e regras que sustentam a operação de uma empresa: cadastro de clientes, catálogo de produtos, estoque, faturamento, políticas comerciais e rotinas administrativas. Ao mesmo tempo, agentes de IA estão mudando a expectativa sobre como as pessoas consultam e operam sistemas. Em vez de navegar por múltiplas telas, o usuário pode formular uma intenção: “quais produtos estão abaixo do estoque mínimo?” ou “prepare um orçamento para este cliente”.
A aparente simplicidade dessas perguntas esconde uma questão de arquitetura. Um agente não deveria receber acesso genérico ao banco de dados, nem ser estimulado a reproduzir por tentativa e erro as regras que o ERP já possui. Tampouco faz sentido transformar cada detalhe interno do sistema em uma ferramenta disponível para um modelo de linguagem.
O caminho mais seguro e sustentável é expor capacidades delimitadas, com contratos claros e controles proporcionais ao risco. Nesse cenário, o Model Context Protocol (MCP) oferece uma forma de apresentar ferramentas, recursos e instruções para clientes compatíveis, enquanto o ERP permanece como fonte de verdade para suas regras de negócio.
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