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Régys Borges da Silveira

Fim do SAT em SP: O que muda com a Portaria SRE 79/2024 e como preparar sua Software House

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A Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (SEFAZ-SP) oficializou o início do fim para o Cupom Fiscal Eletrônico (CF-e-SAT). Com a publicação da Portaria SRE 79/2024, foi estabelecido um cronograma definitivo para a descontinuidade do equipamento SAT e a migração obrigatória para a Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica (NFC-e).

Para desenvolvedores e contribuintes, entender esses prazos é vital para evitar paradas na operação e garantir a conformidade fiscal já em 2025. Neste artigo, detalhamos o cronograma e os passos técnicos para essa transição.

O Cronograma de Descontinuidade

A Portaria SRE 79, de 31 de outubro de 2024, altera a antiga Portaria CAT 147/12 e define dois marcos principais que exigem atenção imediata:

1. Bloqueio de Novas Ativações (Já em vigor)

Desde 1º de novembro de 2024, está vedada a ativação de novos equipamentos SAT para contribuintes que ainda não utilizavam o equipamento.

  • Exceção: Estabelecimentos que já utilizavam o SAT (ou filiais com o mesmo CNPJ-Base) ainda podem ativar novos equipamentos para reposição ou expansão até o prazo final.

2. Fim Definitivo da Emissão (01/01/2026)

A partir de 1º de janeiro de 2026, a emissão do CF-e-SAT será totalmente vedada. Todos os equipamentos SAT ativos perderão sua validade fiscal e não poderão mais autorizar vendas. A partir desta data, a NFC-e (modelo 65) será o único documento fiscal aceito para vendas ao consumidor final no varejo paulista.

Por que a mudança?

A medida visa modernizar o ambiente de negócios em São Paulo, alinhando o estado às práticas nacionais e preparando o terreno para a Reforma Tributária (IBS/CBS). A NFC-e oferece uma estrutura puramente digital, eliminando a necessidade de hardware específico (o “tijolinho” do SAT) e reduzindo custos de manutenção para o varejista.

O Fim da Obrigatoriedade do SAT como Contingência

Um ponto crucial para desenvolvedores é a Portaria SRE 40/2024. Ela revogou a exigência de ter um SAT ativo como reserva de contingência. Hoje, em casos de instabilidade na internet ou na SEFAZ, o contribuinte pode emitir a NFC-e em contingência offline. Isso simplifica a arquitetura do PDV, que não precisa mais gerenciar a comunicação com o hardware SAT em paralelo com a NFC-e.

Checklist de Migração para Desenvolvedores e Lojistas

Para garantir que seus clientes estejam prontos antes de 2026, é necessário seguir este roteiro:

  1. Certificado Digital: Diferente do SAT, que possuía certificado próprio, a NFC-e exige um Certificado Digital (A1 ou A3) no padrão ICP-Brasil vinculado ao CNPJ da empresa.
  2. Credenciamento na SEFAZ: O contribuinte deve estar credenciado no ambiente da SEFAZ para emissão de NFC-e.
  3. Código CSC: É necessário gerar o Código de Segurança do Contribuinte (CSC) no portal da SEFAZ para a geração do QR Code da nota.
  4. Atualização de Software: O ERP ou PDV deve estar homologado para emitir NFC-e (modelo 65) e tratar adequadamente a contingência offline, sem depender do SAT.

Conclusão

O ano de 2025 foi um período de transição. Embora os equipamentos atuais funcionem até dezembro, deixar a migração para a última hora é um risco desnecessário. A recomendação para Software Houses é iniciar campanhas de atualização da base instalada imediatamente, utilizando a redução de custos com hardware como argumento de venda.

Referências:

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